Trump tinha anunciado "pontos de consenso". Irão desmente conversações com EUA

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Trump tinha anunciado "pontos de consenso". Irão desmente conversações com EUA

O presidente dos Estados Unidos anunciou ter mantido "conversas muito boas e produtivas" com Teerão. Mas pouco depois o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão desmentiu ter havido quaisquer conversações com Washington. Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre o conflito no Médio Oriente.

Inês Moreira Santos, Ana Sofia Rodrigues, Carlos Santos Neves, Joana Raposo Santos - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Kevin Lamarque - Reuters

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Duas salvas
RTP /

Irão volta a lançar mísseis contra Israel

O Irão disparou duas salvas de mísseis contra Israel na madrugada de terça-feira, anunciou o exército israelita, dando conta de pelo menos um impacto no norte do país.

"As equipas de busca e salvamento estão a responder a relatos de um impacto no norte de Israel", anunciou o exército cerca de 30 minutos depois de ter emitido o alerta inicial.
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Além de um acordo de comércio livre
RTP /

Austrália e UE reforçam cooperação em matéria de defesa

A Austrália e a União Europeia (UE) acordaram esta terça-feira reforçar a sua cooperação em matéria de defesa face aos "desafios de segurança atuais", anunciaram os dois parceiros.

Vão colaborar para "reforçar a cooperação em matéria de segurança marítima, cibersegurança, combate a ameaças híbridas e combate à manipulação de informações e interferências estrangeiras", afirmou a Comissão Europeia em comunicado.

A Austrália e a União Europeia assinaram igualmente um vasto acordo de comércio livre, culminando anos de negociações.

O acordo foi assinado numa cerimónia na capital australiana, Camberra, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.
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RTP /

Sete ex-paramilitares mortos em ataque aéreo no Iraque

Um ataque aéreo norte-americano no oeste do Iraque matou sete combatentes das Forças de Mobilização Popular (PMF), uma aliança de antigos grupos paramilitares, disse uma fonte da organização à AFP.

O ataque contra a sua base na província de Anbar feriu também outras 13 pessoas, segundo a mesma fonte, que indicou que várias pessoas ainda estavam "presas sob os escombros".

O bombardeamento ocorreu durante uma reunião de comando, acrescentou a fonte.
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RTP /

Zelensky acusa Moscovo de ajudar o Irão com informações sobre alvos

Sem referir expressamente os Estados Unidos, Volodymyr Zelensky disse ter provas do que afirma e pediu uma resposta firme da comunidade internacional.
Já o representante russo nas Nações Unidas acusou hoje os países europeus de "perseguirem dissidentes" para proteger Kiev.

Numa sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a guerra entre Kiev e Moscovo, Vasily Nebenzya afirmou que várias capitais europeias "fecham os olhos" aos ataques ucranianos em território russo, enquanto tentam silenciar qualquer narrativa contrária à da União Europeia.

"Não passa de intimidação. São táticas de medo. A perseguição a dissidentes tornou-se comum na Europa, enquanto a liberdade de expressão e a presunção de inocência são agora palavras vazias. Ao mesmo tempo, os ataques terroristas de Kiev não dão trégua", declarou o embaixador russo na ONU.

O diplomata mencionou um grupo de `bloggers` de alguns países europeus que, segundo alegou, foram vítimas de investigações após serem acusados de propaganda por defenderem uma posição contrária à de Bruxelas.
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Momento-Chave
RTP /

Base militar síria alvo de mísseis disparados do Iraque

O exército sírio confirmou que uma de suas bases militares na província de Hasakah foi alvo de um ataque com mísseis, segundo um comunicado oficial. Da região fronteiriça de Rabia, no norte do Iraque, "uma fação iraquiana disparou sete foguetes contra uma base na região de Hasakah", afirmou anteriormente um oficial iraquiano, falando sob condição de anonimato.
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Momento-Chave
RTP /

Conselheiro do líder supremo afirma que guerra continuará até que Irão seja indemnizado

Mohsen Rezaei, principal conselheiro militar do líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei, afirmou que a guerra continuará até que o Irão receba indenização integral pelos danos sofridos.

Num discurso transmitido esta segunda-feira, Rezaei também prometeu que o Irão continuará a lutar até que “todas as sanções económicas sejam suspensas e garantias internacionais juridicamente vinculativas sejam obtidas para impedir a interferência dos EUA no Irão”.

“Constatamos que as nossas forças armadas estão a realizar operações e atividades com vigor. O nosso projeto de liderança, com a escolha de um novo líder, está firmemente sob sua gestão”.
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RTP /

Israel não segue tréguas dos EUA contra o Irão e o Líbano

Israel não deverá parar com os ataques a alvos iranianos e libaneses, ao contrário do anunciado por Washington, esta segunda-feira. Pelo contrário, as operações militares estão a intensificar-se.

A análise da guerra, em direto de Telavive, dos enviados da RTP, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
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RTP /

Irão e EUA podem diferir quanto ao que consideram contactos

O Irão desmente alegações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que há negociações em curso.<br />

Há sinais de contactos, mas a sua interpretação e semântica será diferente para ambas as partes, lembra a correspondente da RTP em Washington, Cândida Pinto.
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RTP /

Israel prossegue ataque ao Líbano perante resistência do Hezbollah

Israel continua a expandir as suas operações em território libanês enquanto o Hezbollah não dá tréguas.

Os ultranacionalistas da coligação que governa Israel insistem na anexação de regiões no sul do Líbano.
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RTP /

Nova vaga de ataques israelitas contra Teerão

Apesar do anúncio de uma trégua parcial por parte dos Estados Unidos, Israel levou a cabo uma "vasta vaga de ataques" no Irão.

As forças militares do regime iraniano continuam a atacar também Israel e vários países no Golfo Pérsico.
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RTP /

Grande tráfego aéreo militar dos EUA na Base das Lajes

A base das Lajes,na ilha Terceira recebeu um forte contingente militar norte americano

Seis caças F18 supersónicos da Marinha norte-americana, cinco aviões de guerra eletrónica, 18 reabastecedores Boeing KC46 e dois aviões C130 de transporte aéreo.

Este é o maior número de aviões estacionados nas lajes desde o início do ataque ao Irão

Desde 28 de fevereiro vários aviões têm descolado das Lajes, quase todos os dias, em missões de reabastecimento.
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RTP /

Trump anuncia tréguas de cinco dias na guerra contra o Irão .

Os Estados Unidos pararam os ataques às centrais energéticas iranianas, em nome de novas negociações, depois do presidente norte-americano ter anunciado cinco dias de tréguas.

Os mercados do petróleo e gás reagiram com alívio.

Teerão desmente que já tenham ocorrido conversações mas Donald Trump garante que os contatos já começaram.

Reportagem dos correpondentes em Washington Cândida Pinto e Ricardo Guerreiro.
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RTP /

Arredores de Beirute alvo de ataques israelitas

Logo após um aviso de Israel, os arredores da capital libanesa foram alvo de ataques, segundo jornalistas da agência francesa AFP. O exército israelita diz estar a visar alvos relacionados com o Hezbollah.

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Lusa /

Portugal e outros 12 países da NATO realizam maior treino do ano no Mar Negro

Mais de 2.500 soldados de 13 países da NATO, incluindo Portugal, participam desde hoje e até 03 de abril nas manobras navais "Sea Shield" 2026 na Roménia, o maior treino deste ano na região do Mar Negro.

NATO via Reuters

As manobras incluirão "cenários complexos adaptados aos atuais desafios de segurança", afirmou o Ministério da Defesa da Roménia, um país que partilha mais de 600 quilómetros de fronteira com a Ucrânia, num comunicado citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

O objetivo é reforçar a cooperação entre os aliados para garantir a segurança na região do Mar Negro e no flanco oriental da NATO.

Organizados pelas Forças Navais Romenas e com a participação de militares de Portugal, Espanha, Estados Unidos, Canadá, Turquia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Países Baixos, Polónia e Bulgária, os exercícios "Sea Shield" abrangem vários ambientes operacionais, desde o mar e o rio, até à terra e ao ar.

Portugal enviou em janeiro a oitava força nacional destacada para a Roménia, composta por 200 militares e que integra, durante seis meses, a missão de vigilância e dissuasão no flanco leste da NATO.

As forças navais romenas estão a contribuir com 33 embarcações marítimas para o exercício, incluindo três fragatas, dois lançadores de mísseis e um navio de desminagem, bem como barcos de patrulha, drones e helicópteros.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia há quatro anos, a Roménia registou vários casos de incursões de drones no seu espaço aéreo.

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Lusa /

EUA criticam ONU por incapacidade de acabar com guerra

O vice-secretário de Estado norte-americano, Christopher Landau, acusou hoje a ONU de falha lamentável na sua missão central, frisando que a organização multilateral mostrou-se incapaz de interromper a guerra na Ucrânia.

Shannon Stapleton - Reuters

"A principal razão para a criação da ONU após a Segunda Guerra Mundial foi impedir guerras futuras. No entanto, a ONU continua atolada em questões tangenciais e a falhar na sua missão central. A incapacidade da ONU em interromper a guerra na Ucrânia é um exemplo lamentável desta falha", afirmou Landau.

As declarações do vice-secretário de Estado foram feitas numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, órgão do qual os Estados Unidos são membro permanente e o qual presidem este mês.

O Conselho de Segurança da ONU é o órgão mais poderoso das Nações Unidas, uma vez que é responsável por manter a paz e a segurança internacionais e as suas resoluções são de caráter vinculativo.

Contudo, não tem conseguido agir face à guerra da Rússia na Ucrânia, uma vez que Moscovo, enquanto membro permanente, tem recorrido ao poder de veto para impedir que o Conselho de Segurança atue contra si.

Landau sublinhou hoje que desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, mostrou-se determinado a pôr fim à guerra na Ucrânia.

"O que estamos a tentar fazer é mostrar a ambos os lados que têm mais a ganhar com o fim da guerra do que com a continuidade do conflito. (...) É lamentável que a ONU não tenha desempenhado o papel construtivo na busca da paz que o Presidente Trump tem vindo a desempenhar", criticou.

"Pergunto àqueles que estão prestes a fazer declarações aqui hoje: as vossas declarações têm realmente probabilidade de promover uma resolução pacífica do conflito? (...) Ou são apenas palavras que não visam gerar resultados tangíveis?", questionou, dirigindo-se aos diplomatas presentes no encontro.

O diplomata garantiu que o Governo de Donald Trump continua empenhado em trabalhar com a Rússia e a Ucrânia para pôr fim à guerra e reiterou o apelo a ambos os lados para negociarem de boa-fé, com espírito de flexibilidade, compromisso e com o dever de proteger e preservar a vida dos seus cidadãos.

"Não há maior honra do que ser um pacificador. Vamo-nos comprometer hoje a fazer com que a ONU desempenhe um papel na busca da paz na Ucrânia, para que as pessoas que olharem para trás, para este período, não digam que a ONU se tornou irrelevante e que a paz foi alcançada apesar da ONU, e não por causa da ONU", concluiu.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, todas as tentativas diplomáticas de aproximar Kiev e Moscovo falharam.

Durante a campanha para as presidenciais, em 2024, Donald Trump prometeu acabar com a guerra em 24 horas. Contudo, mais de um ano após tomar posse, o conflito ainda persiste.

A violência da guerra na Ucrânia está agora "pior do que nunca", alertou hoje a ONU, frisando que 188 civis foram mortos e 757 feridos em fevereiro, um aumento de 45% face ao período homólogo de 2025.

Na mesma reunião do Conselho de Segurança, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, fez um balanço do impacto desta guerra, indicando que, desde fevereiro de 2022, as Nações Unidas verificaram que 15.364 civis, incluindo 775 crianças, foram mortos na Ucrânia.

Outros 42.144 civis, incluindo 2.588 crianças, ficaram feridos, sendo que o número real de vítimas é provavelmente significativamente superior, disse DiCarlo.

Os relatórios da ONU indicam também um aumento dos ataques russos contra caminhos-de-ferro e outras infraestruturas de transporte na Ucrânia.

Além disso, durante o inverno, os danos nas infraestruturas energéticas da Ucrânia levaram a rede elétrica do país à beira do colapso total.

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RTP /

Netanyahu disse a Trump que vai prosseguir com ataques ao Irão e ao Líbano

O Governo israelita diz que vai proteger os "interesses vitais". O primeiro-ministro de Israel afirma ter dito a Trump que vai manter os ataques ao Irão e ao Líbano.
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RTP /

Exército israelita afirma ter atacado quartel-general de segurança da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter atacado o principal quartel-general de segurança da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão como parte de uma "onda de ataques que foi concluída há pouco tempo no coração de Teerã".

“O quartel-general era usado pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) para sincronizar as atividades das unidades e realizar avaliações situacionais. Também era responsável por dirigir os batalhões da Basij”, afirmaram as Forças de Defesa de Israel (IDF) num comunicado.

Além disso, afirmou: “Antes do ataque, foram tomadas medidas para mitigar os danos aos civis, incluindo o uso de munições de precisão, vigilância aérea e informações adicionais de inteligência.”
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RTP /

Primeiro-ministro paquistanês terá conversado com presidente iraniano

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que conversou com o presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, e prometeu a ajuda de Islamabad para trazer a paz à região.
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RTP /

Portugal também disposto a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz

Portugal juntou-se ao grupo de 30 países dispostos a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão desde o início da guerra, confirmou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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RTP /

EUA solicitam reunião com presidente do Parlamento iraniano

Os Estados Unidos terão solicitado uma reunião com o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, no sábado, disse à Reuters uma alta autoridade iraniana.
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RTP /

Presidente do Parlamento do Irão também desmente negociações com os EUA

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou na segunda-feira que "não houve negociações" com os Estados Unidos, negando a existência de conversações mencionadas por Donald Trump com um alegado responsável iraniano. 

"Não houve negociações com os Estados Unidos. Estão a ser usadas informações falsas para manipular os mercados financeiros e petrolíferos e para livrar os EUA e Israel do atoleiro em que estão atolados", disse Ghalibaf numa mensagem publicada no X.
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Paquistão atua como principal intermediário na crise do Irão

O Paquistão está a posicionar-se como o principal mediador na tentativa de intermediar o fim da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, segundo avança o Financial Times.
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RTP /

Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão nega conversações com EUA

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou, esta segunda-feira, ter mantido qualquer conversa com os Estados Unidos nos últimos 24 dias. Declarações que surgem pouco depois de Donald Trump ter afirmado que os dois lados tinham encontrado "pontos importantes de acordo" nos últimos dias.
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RTP /

Governo francês quer aumentar capacidade de produção de "produtos refinados"

O Governo francês solicitou às refinarias que avaliem, "o mais rapidamente possível", a capacidade das instalações em França "para aumentar rápida e temporariamente a produção de produtos refinados", segundo uma carta citadapela AFP. O objetivo é "aliviar a pressão sobre os mercados de produtos refinados na Europa e a reduzir as tensões nos mercados europeus caso esta situação se mantenha".
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RTP /

Cruz Vermelha alerta que guerra "corre risco de chegar a ponto de não retorno"

A presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha alertou, esta segunda-feira, que os últimos acontecimentos no conflito do Médio Oriente, em particular os ataques a instalações nucleares, podem levar a um "ponto de não retorno".

"O que temos visto nos últimos dias no Médio Oriente corre o risco de chegar a um ponto de não retorno", disse Mirjana Spoljaric em comunicado, acrescentando que "o fator mais alarmante é o risco de danos nas instalações nucleares".

Depois de ter atingido as infraestruturas energéticas, a guerra no Médio Oriente, que vai já na quarta semana, estendeu-se este fim de semana às instalações nucleares, com o Irão a atacar um centro de investigação em Dimona, no sul de Israel, em retaliação por um ataque contra um dos seus complexos em Natanz (centro de Israel).

"Os danos infligidos a estas instalações podem ter consequências irreversíveis, razão pela qual beneficiam de uma proteção reforçada ao abrigo do direito internacional humanitário", enfatizou a presidente do CICV.

“Uma guerra contra infraestruturas críticas é uma guerra contra civis. Isto tem de parar”, instou Spoljaric, acrescentando que “ataques deliberados contra serviços essenciais e infraestruturas civis” relacionados com energia, combustível, água e saúde “podem constituir crimes de guerra”.

Denunciando uma “tendência preocupante” que, segundo a própria, “se generalizou em conflitos em todo o mundo”, a presidente do CICV apelou ao “respeito pela dignidade dos civis”, que considera ser “a base da desescalada e das soluções políticas sobre as quais a paz e a estabilidade podem ser construídas”.
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RTP /

Reino Unido quer combater especulação de preços no mercado energético

Segundo o primeiro-ministro britânico afirmou que o Governo do Reino Unido pode considerar alargar os poderes do regulador da concorrência para combater a especulação de preços e o lucro abusivo no mercado energético, dado o impacto do conflito no Médio Oriente.

"Estamos a analisar medidas para lidar com o lucro abusivo. Podemos avaliar que poderes adicionais podemos conceder à CMA (Autoridade de Concorrência e Mercados) para lidar com isso", disse Keir Starmer a uma comissão parlamentar.

Starmer quer "ver mais ações contra a especulação de preços ou o lucro abusivo" e garante que o Governo britânico está a "considerar ativamente se a CMA deve ter poderes adicionais para lidar especificamente com isto, mas neste momento estamos a assegurar que estão focados no combate à especulação".
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Lusa /

Paulo Rangel admite "medidas estruturais" para aliviar famílias e empresas se guerra continuar

O MNE português falava numa conferência de imprensa, em Lisboa, com a homóloga islandesa, e deixou uma nota de preocupação com a possibilidade de serem afetados "o crescimento e o investimento".

Foto: Tiago Petinga - Lusa

O Governo português poderá recorrer a "medidas estruturais para aliviar o esforço das empresas e das famílias" caso o conflito no Médio Oriente se arraste, uma "situação muito preocupante", disse hoje o chefe da diplomacia portuguesa.

"Se houver uma solução para o conflito bastante rápida, penso que podemos acomodar facilmente o impacto negativo destas semanas e regressar a uma espécie de normalização. Se esse não for o caso, naturalmente teremos de tomar algumas medidas estruturais mais concretas para aliviar o esforço das empresas e das famílias", afirmou hoje o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, numa conferência de imprensa em Lisboa com a homóloga islandesa, Porgerdur Katrín Gunnarsdóttir.

O objetivo será, adiantou, procurar que "especialmente o crescimento e o investimento não sejam tão afetados como seria o caso sem qualquer intervenção governamental".

Respondendo a uma pergunta sobre o impacto do conflito no Médio Oriente, que se agravou com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra Irão, desde 28 de fevereiro, e a retaliação iraniana contra vários países da região, Rangel descreveu a realidade na região como "muito preocupante" e afirmou que o Governo está a analisar "a situação com muito, muito cuidado diariamente, por vezes duas vezes por dia, para perceber quais são as melhores políticas para mitigar a situação".

O ministro apontou as consequências do conflito a nível económico, com o aumento dos preços do petróleo a ter "um enorme impacto não só no transporte, mas em toda a cadeia de produção e distribuição", e também na agricultura, uma vez que muito dos fertilizantes produzidos passam no Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irão.

Rangel recordou que, à semelhança de outros países, Portugal está "a implementar muitos pacotes de medidas de mitigação que tentam aliviar o impacto imediato desta inflação nos preços das últimas duas semanas".

Quanto à Islândia, a chefe da diplomacia, que realiza hoje uma visita a Lisboa, recordou que a ilha é sustentável em termos energéticos, graças à energia hidroelétrica e a energia geotérmica, mas tem uma economia sensível, "com a moeda mais pequena do mundo", e está a notar "algum impacto na inflação".

A governante sublinhou que o Governo islandês "tem criticado muito fortemente o regime iraniano, um regime terrorista que tem prejudicado os seus cidadãos e violado também os seus direitos à vida e os direitos humanos".

"Mas, por outro lado, a Islândia é também um país que sublinha a importância da ordem baseada em regras e do direito internacional", salientou.

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Lusa /

Confagri critica passividade do Governo e diz que agroalimentar está sob pressão

A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri) defendeu hoje que o setor agroalimentar está sob pressão, devido ao mau tempo e ao conflito no Médio Oriente, e criticou a passividade do Governo.

"O Conselho de Administração da Confagri reuniu esta manhã para avaliar as diversas situações que estão não só a colocar o setor agroalimentar sob pressão, mas também numa posição de grande fragilidade face à necessidade de responder aos recentes desafios do mercado", indicou, em comunicado.

A confederação criticou a passividade do Governo e alertou para o descontentamento do setor, motivado pelo atraso na reposição do potencial produtivo dos agricultores afetados pelo mau tempo, pela falta de medidas para o setor agrícola, por exemplo, no que se refere ao gasóleo agrícola e pela situação de impasse nos laboratórios de sanidade animal.

Soma-se a falta de medidas de contingência para a Dermatose Nodular Contagiosa e a insuficiente dotação orçamental para responder a necessidades de investimento.

Assim, a DGAV apelou ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, para que considere estas questões já no próximo Conselho de Ministros, "sob pena de se acentuar a perceção de falta de consideração para com o setor agroalimentar, que se traduz na ideia de que o Governo trata a agricultura como se fosse o parente pobre da economia".

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RTP /

Dispara preço do gás. Produtores de biometano pedem ação urgente

O impacto energético do conflito no Médio Oriente evidenciou a necessidade de Portugal operacionalizar o Plano de Ação para o Biometano 2024-2040. O alerta é da Associação Portuguesa de Produtores de Bioenergia (APPB).
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Momento-Chave
RTP /

EUA garantem que perturbações no mercado petrolífero são temporárias

O secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, assegurou hoje que as perturbações no mercado petrolífero, devido ao conflito no Médio Oriente, são temporárias.

Wright falava, no Texas, na abertura da CERAWeek, a maior feira de energia do mundo.

"Os preços ainda não atingiram um nível suficientemente elevado para provocar uma queda significativa da procura", apontou.

O governante garantiu ainda que o Governo de Donald Trump está a tomar "medidas pragmáticas" para aumentar a oferta disponível.

c/ Lusa
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RTP /

Kallas satisfeita com suspensão de ataques a centrais iranianas pelos EUA

A responsável pela política externa da UE, Kaja Kallas, saudou esta segunda-feira o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a suspensão de ataques a infraestruturas energéticas iranianas.
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RTP /

Preço dos bens alimentares não escapa às sucessivas subidas do valor dos combustíveis

Na hora de fazer compras, comerciantes e consumidores têm que fazer cada vez mais contas à vida.

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RTP /

Subida do preço dos combustíveis está a a preocupar os taxistas

Queixam-se de não poder alterar o preço final ao cliente.

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Momento-Chave
RTP /

Trump assegura que EUA alcançaram "pontos importantes de consenso" nas negociações com o Irão

Em novas declarações aos jornalistas esta tarde, Donald Trump voltou a garantir que Washington manteve "intensas negociações com o Irão" e que foram alcançados "pontos importantes de consenso".

Trump detalhou que existem “15 pontos de consenso” e que Teerão “concordou em abdicar das armas nucleares”.

“Vai haver uma séria mudança de regime”, declarou. “Talvez encontremos um líder, como fizemos na Venezuela”.

O presidente norte-americano avançou ainda que foi o Irão quem iniciou as conversações. "Foram eles a telefonar, eu não telefonei", disse à imprensa.

"Vamos ver onde nos levam estas conversas", acrescentou, falando num eventual "fim do conflito" e garantindo que o objetivo é "acabar com as armas nucleares e trazer a paz ao Médio Oriente".

"Eles querem fazer um acordo e nós também", continuou Trump. "Provavelmente vamos falar hoje ao telefone (...). Espero resolver isto".

“Se tivermos um acordo, vai ser muito fácil ficarmos nós com urânio enriquecido”, disse aos jornalistas. “O Estreito de Ormuz vai abrir muito em breve se houver um acordo”.

Segundo o presidente, Washington falou com "um alto líder respeitado", mas não teve contacto com o líder supremo. "Não sabemos se está vivo", afirmou, dizendo ainda que não considera o filho do falecido Ali Khamenei o líder.

Quanto à posição de Israel, que optou por não se pronunciar sobre as alegadas conversações, Donald Trump considerou que Telavive “vai ficar muito feliz com o que temos”.

Se as negociações fracassarem, Trump ameaça “continuar a bombardear alegremente” o Irão.
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RTP /

Quem trabalha na agricultura queixa-se do aumento do combustível

O preço do gasóleo agrícola subiu 50% no último mês. A evolução dos preços tem também impacto nos fertilizantes e agroquímicos que rapidamente vai chegar aos agricultores.

Foto: Nuno Patrício - RTP

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Israel não se pronuncia sobre alegadas conversações com Irão anunciadas por Trump

Israel ainda não divulgou qualquer posição oficial quanto ao anúncio de Donald Trump sobre negociações com o Irão.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, fez apenas chegar a informação de que o seu gabinete não irá, para já, pronunciar-se.

Os enviados especiais da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, dão conta dos últimos desenvolvimentos.
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Barril de Brent recua após anúncio de Trump sobre diálogo com Irão

O preço do barril de Brent, a referência na Europa, caiu mais de nove por cento.

Foto: Dado Ruvic - Reuters

Ainda assim, a Agência Internacional da Energia avisa que o mundo enfrenta hoje uma situação "muito grave".
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França sem plano para conter efeitos da escalada dos combustíveis

O Governo francês ainda não apresentou nenhum plano de apoio a empresas e famílias para combater o aumento dos combustíveis.

Foto: Benoit Tessier - Reuters

Empresários de vários sectores têm pressionado o Executivo, mas o elevado défice das contas públicas leva Sebastien Lecornu a adiar a decisão de apresentar medidas.

Reportagem dos correspondentes da RTP em França, Rosário Salgueiro e Paulo Domingos Lourenço.
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Atravessar a fronteira para abastecer compensa

O preço de uma botija de gás em Portugal dá para comprar duas em Espanha e ainda sobra dinheiro. Acontece o mesmo com a gasolina e o gasóleo.

Foto: Alexandre Brito - RTP

No país vizinho, o preço é mais baixo, em média, 30 cêntimos por litro.
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Trump garante que está tudo "a correr muito bem" no que diz respeito ao Irão

Donald Trump garantiu esta segunda-feira à agência France-Presse, por telefone, que está tudo "a correr muito bem" no que diz respeito ao Irão, pouco depois de ter referido na sua rede Truth Social que estão em curso negociações com Teerão com vista a cessar as hostilidades.

"Está a correr muito bem", disse o presidente norte-americano, que se prepara para deixar a Flórida para uma viagem a Memphis.
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Merz partilhou com Trump preocupações sobre ataques a centrais iranianas

O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse ter falado com o presidente dos Estados Unidos no domingo e expressado as suas preocupações sobre ameaças de ataques a centrais nucleares no Irão.

"Estou grato por ele ter dito hoje que vai adiá-los por mais cinco dias e que agora está também a abrir a possibilidade de um contacto imediato e direto com a liderança iraniana", afirmou Merz numa conferência de imprensa em Berlim.
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Carlos Santos Neves - RTP /

"Volatilidade". Bruxelas apela a armazenamento de gás antes do inverno

"Tendo em conta a volatilidade do mercado decorrente do conflito no Médio Oriente, a Comissão Europeia apela aos Estados-membros para iniciarem a época de enchimento de gás e os preparativos de forma coordenada e atempada para o próximo inverno".

Reuters

A Comissão Europeia apelou esta segunda-feira aos países-membros da União para que preparem, de forma "coordenada e atempada", o próximo inverno em matéria de armazenamento de gás, que se encontra atualmente abaixo dos 30 por cento. Portugal, com reservas acima dos 80 por cento, constitui uma exceção.

Segudo uma nota do Executivo comunitário, que invoca "a volatilidade do mercado decorrente do conflito no Médio Oriente", mantém-se "protegida" a "segurança do abastecimento energético da UE". Isto "devido à dependência limitada de importações desta região e aos carregamentos" de gás natural liquefeito que cruzaram o Estreito de Ormuz na antecâmara da ofensiva israelo-americana contra Teerão.

"No entanto, preparações atempadas e coordenadas são fundamentais para garantir o reabastecimento adequado das reservas de gás para a próxima época de aquecimento, adaptando-se às circunstâncias do mercado e aplicando flexibilidades", completa a Comissão presidida por Ursula Von der Leyen.Números da associação Gas Infrastructure Europe, relativos ao último fim de semana, mostram que as reservas de gás na União Europeia estavam garantidas a 28,48 por cento.

Portugal, entre os 18 países comunitários com armazenamento de gás, dispõe das reservas mais elevadas da União: 82,37 por cento.

A escalada da guerra continua a impulsionar um crescimento agudo dos preços do petróleo e do gás, produzindo impactos diretos nas famílias e no poder de compra dos consumidores europeus.

Ao abrigo das regras de armazenamento em vigor na UE, os Estados-membros têm de alcançar os 90 por cento de enchimento de 1 de outubro a 1 de dezembro.

O preço do gás natural para entrega num mês, no mercado holandês TTF, a referência europeia, aumentava ao início da manhã desta segunda-feira perto de três por cento. Estava assim a ser negociado acima dos 61 euros por megawatt-hora.

c/ Lusa

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RTP /

Trump afirma que acordo com Irão pode acontecer nos próximos cinco dias

Depois de ter anunciado conversações com o Irão, o presidente dos Estados Unidos disse agora à Fox Business que Teerão quer muito fazer um acordo e que tal pode acontecer nos próximos cinco dias ou até mais cedo.

Segundo Donald Trump, o diálogo mais recente entre os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner e os seus homólogos iranianos aconteceu no domingo à noite.

Antes destas declarações, a agência iraniana Fars negou as conversações entre Casa Branca e Teerão.
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RTP /

Reino Unido saúda "conversas produtivas"

O porta-voz do primeiro-ministro britânico considerou que negociações entre EUA e Irão são bem vindas, já que o Reino Unido quer uma diminuição do conflito no Médio Oriente e a reabertura do Estreito de Ormuz. "Qualquer relato de conversas produtivas é bem-vindo."

"Sempre dissemos que uma resolução rápida da guerra é do interesse global e que o Estreito de Ormuz, especificamente, precisa ser reaberto", disse o porta-voz aos jornalistas.
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RTP /

Israel afirma estar a atacar Teerão

Os militares israelitas afirmaram esta segunda-feira que estão a levar a cabo ataques contra o Irão, depois de Trump ter anunciado conversações com os iranianos e ter adiado por cinco dias ataques contra infraestruturas energéticas.

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Trump desmentido?
RTP /

Agência iraniana Fars nega conversações entre Casa Branca e Teerão

Depois de Donald Trump ter acenado com o balanço de "conversas muito boas e produtivas" com Teerão, que o teriam levado a adiar por cinco dias os ataques a infraestruturas energéticas iranianas, a agência Fars cita fontes do regime para noticiar que não há qualquer comunicação - direta ou indireta" com os Estados Unidos.

A Fars acrescenta que Trump tomou esta posição depois de ter ouvido que o Irão tencionava atacar centrais energéticas na Ásia ocidental, em caso de ataques costeiros ou ocupações de ilhas.
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Após moratória de Trump
RTP /

Barril de petróleo Brent cai mais de 9%

O preço do barril de petróleo Brent - referência para a Europa - sofreu uma queda acentuada de mais de nove por cento, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado "conversas muito boas e positivas" com o Irão e o adiamento por cinco dias de quaisquer ataques às infraestruturas energéticas deste país.

Peas 11h30 de Lisboa, o Brent para entrega em maio caía 9,2 por cento para os 101,86 dólares, contra os 112,19 dólares de sexta-feira.

O petróleo West Texas Intermediate para entrega em maio recuou nove por cento para 89,43 dólares.
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"Muito boas e produtivas"
RTP /

Trump faz balanço positivo de "conversas" com iranianos e adia ataques a centrais energéticas

O presidente dos Estados Unidos escreve, na sua plataforma Truth Social, que manteve "conversas boas e produtivas" com Teerão, anunciando agora a intenção de adiar por cinco dias quaisquer ataques contra a infraestrutura energética do Irão.

"Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irão tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa das nossas hostilidades no Médio Oriente", lê-se na mensagem de Donald Trump.

"Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra centrais de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento", acrescenta.


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Teerão
RTP /

Explosões abalam a capital do Irão

Um repórter da France-Presse dá conta de novas explosões sentidas esta segunda-feira em Teerão, sem mais detalhes sobre potenciais alvos atingidos.
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Contraterrorismo
RTP /

Iraque quer acelerar fim de coligação liderada pelos Estados Unidos

O primeiro-ministro iraquiano, Mohammad Shia al-Soudani, anuncia a intenção de acelerar o desmantelamento da coaligação internacional antijihadista encabeçada pelos Estados Unidos, cujos conselheiros militares permanecem posicionados no norte do país. A intenção é revelada em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera.

No quadro do conflito no Médio Oriente, fações armadas iraquianas pró-Irão têm reivindicado diariamente ataques com drones e rockets contra tropas norte-americanas em solo iraquiano.

A missão desta coligação esteve para terminar em setembro de 2026, com a retirada da região autónoma do Curdistão - o objetivo era abrir caminho a parcerias bilaterais de segurança com os países-membros da aliança formada em 2014 para travar o Estado Islâmico.

"Juntamente com os nossos aliados, decidimos antecipar o fim da coaligação internacional, que estava prevista para durar até setembro de 2026", declara Al-Soudani ao Corriere della Sera.

"Assim que não houver mais contingentes militares estrangeiros em solo iraquiano, será mais fácil desmantelar as fações armadas dos grupos xiitas", completa.
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RTP /

Keir Starmer deixa claro que o Reino Unido não quer ser arrastado para a guerra

O primeiro-ministro britânico diz que o Reino Unido quer ajudar a encontrar uma solução para os constrangimentos à navegação no Estreito de Ormuz, mas recusa ser arrastado para a guerra.

Keir Starmer falou esta manhã à imprensa britânica, à entrada para a reunião do comité de resposta às crises graves do país e apelou à redução da intensidade do conflito.

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Pacote anti-crise
RTP /

Grécia anuncia subsídios para combustíveis e fertilizantes

O primeiro-ministro grego, Kiriakos Mitsotakis, apresentou um pacote de 300 mil milhões de euros para mitigar os impactos da guerra no Médio Oriente. Trata-se de apoios temporários para abril e maio.

Os fertilizantes passam a ser subsidiados ao agricultor em 15 por cento do preço. O transporte marítimo de passageiros vai receber ajudas para que os preços dos bilhetes nos ferrys se mantenha com o início da época turística à porta.
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"Apagão"
RTP /

Iranianos sem internet há 24 dias

O "apagão" da internet em território iraniano entrou no 24.º dia, de acordo com o grupo de monitorização NetBlocks.

"É agora o 25.º dia do blackout da internet no Irão, com a medida a passar as 552 horas, entre as mais severas registadas em qualquer país", indica o observatório.

"A conetividade internacional continua indisponível para o público em geral, enquanto as autoridades mantêm uma lista branca seletiva para o acesso global", acrescenta.
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Gonçalo Costa Martins - Antena 1 /

Agência Internacional da Energia avisa que guerra está a provocar crise do tamanho de dois choques petrolíferos

O diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Fati Birol, avisa esta segunda-feira que a guerra com o Irão está a provocar uma crise energética do tamanho dos dois choques combinados no petróleo dos anos 70: o de 73 - provocado pela guerra do Kippur e o de 79 - quando se deu a revolução no Irão.

Ints Kalnins - Reuters

Aliás, a Agência Internacional de Energia foi criada precisamente na sequência da crise energética de 1973 para encontrar uma resposta coordenada do mundo a estes choques globais.

Fati Birol falou esta manhã em Camberra, no clube de imprensa nacional da Austrália.
Esta crise - tal como está, nesta altura- é o equivalente a duas crises do petróleo e uma crise do gás juntas. O preço do gás na Europa sobe 3%.
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Ultimato de Trump contra Irão
RTP /

Kremlin apela à "via política e diplomática"

A Presidência russa veio sustentar esta segunda-feira que apenas "a via política e diplomática" pode inverter a escalada no Médio Oriente. O Kremlin reage assim às mais recentes ameaças do presidente norte-americano, que admitiu "obliterar" as centrais energéticas iranianas se Teerão não reabrir nos próximos dias o Estreito de Ormuz.

"A situação deveria ter passado há muito tempo para uma via de resolução política e diplomática. É a única coisa que pode contribuir eficazmente para aliviar a situação catastroficamente tensa que reina atualmente na região, afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.
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Fronteira setentrional
RTP /

Civil israelita morto no domingo foi atingido por "fogo amigo"

O civil israelita abatido no domingo no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, foi vítima da artilharia das Forças de Defesa de Israel, confirmou o exército, após uma investigação que pôs a descoberto "diversas falhas graves e erros operacionais".

"Ontem, Ofer ("Poshko") Moskovitz foi morto em decorrência de disparos direcionados a Misgav Am (...) As conclusões iniciais (da investigação) indicam que este civil israelense foi morto por fogo de artilharia israelita em apoio a soldados que operavam no sul do Líbano", adianta o Tsahal em comunicado citado pela agência France-Presse.

Os serviços de emergência israelitas haviam alegado, no domingo, que um homem fora morto pelo "impacto direto" de um foguete disparado do Líbano contra o seu carro no kibutz de Misgav Am, próximo da fronteira libanesa.
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Emirados Árabes Unidos
RTP /

Defesas respondem a "ameaças" de mísseis e drones do Irão

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos adiantam que os sistemas defensivos responderam, nas últimas horas, a "ameaças" de mísseis e drones iranianos. Sem notícia de feridos ou vítimas mortais.

No domingo, as autoridades dos Emirados indicaram ter respondido a 1.773 drones, 345 mísseis balísticos e 15 mísseis de cruzeiro desde o início da ofensiva israelo-americana contra Teerão, a 28 de fevereiro.
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China inquieta
RTP /

"Se a guerra se expandir e a situação voltar a deteriorar-se, toda a região pode mergulhar numa situação incontrolável"

O aviso é do porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros: uma expansão adicional da guerra poderá deixar todo o Médio Oriente "mergulhado numa situação incontrolável".

Lin Jian reagiu assim à ameaça, por parte de Donald Trump, de "obliterar" a infraestrutura energética iraniana.

"O uso da força só levará a um ciclo vicioso", insistiu o porta-voz.
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Guilherme de Sousa - Antena 1 /

Guerra no Médio Oriente provoca maior crise na aviação desde a pandemia

Desde a pandemia de covid-19 que o setor da aviação não atravessava tantas dificuldades.

Fabrizio Bensch - Reuters

Na aviação, há quem classifique já a crise desencadeada pela guerra no Médio Oriente como a maior no setor desde a pandemia. Em causa está o aumento dos preços do petróleo e as dificuldades de exportação de combustíveis dos países do Golfo Pérsico.

Algumas companhias aéreas colocam a hipótese de suspenderem rotas face à possibilidade de escassez de combustível.

A Agência Internacional de Energia alertou que as companhias aéreas devem reduzir os voos em cerca de 40 por cento para evitar quebras de abastecimento de combustível.

A associação mundial de companhias aéreas já confirmou que a subida dos preços das viagens é inevitável.

A incapacidade de abastecimento das companhias europeias que viajam para a Ásia para fazer os regressos à Europa é uma grande preocupação nesta altura.
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Lusa /

Bolsas europeias em forte baixa arrastadas pelo agravamento do conflito no Irão

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, perante a nova ameaça do Presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irão de destruir as suas centrais elétricas se não abrir o estreito de Ormuz.

Cerca das 08:35 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a cair 1,68% para 563,64 pontos.

Com o euro a depreciar-se 0,27% para 1,1537 dólares, a bolsa que mais cedia era a de Madrid, 2,18%, seguida da de Milão e Frankfurt, que caíam 1,97% e 1,94%, enquanto as de Paris e Londres recuavam 1,43% e 1,35%.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e o principal índice, o PSI, também descia, 1,55% para 8.620,68 pontos.

O índice Euro Stoxx600 descia 168% para 563,64 pontos.

Arrastadas pelo conflito no Oriente Médio, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou hoje com uma queda de 3,48%, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, desceu 6,49%, o da bolsa de Xangai caiu 3,63% e o da de Shenzhen perdeu 3,76%.

O Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, recuava 3,42% quando faltava pouco para o encerramento da sessão.

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Novo aviso do Irão
RTP /

Ataque costeiro levará a bloqueio de todo o Golfo Pérsico

O Conselho de Defesa do Irão ameaça multiplicar a colocação de minas marítimas para bloquear todo o Golfo Pérsico se quaisquer ilhas ou a linha costeira do país forem atacadas.

"Nesse caso, todo o Golfo Pérsico encontrará praticamente uma situação similar ao Estreito de Ormuz durante um longo período. Desta vez, juntamente com o Estreito de Ormuz, todo o Golfo Pérsico ficará praticamente bloquado e a responsabilidade irá recair nas partes ameaçadoras", advertiu o órgão, citado pelas agências iranianas.

A Administração Trumpo estará a ponderar planos para ocupar ou bloquear a estratégica ilha iraniana de Kharg, visando assim pressionar Teerão a reabrir Ormuz.
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Reunião "Cobra"
RTP /

Primeiro-ministro britânico convoca gabinete de crise para discutir impacto económico da guerra

O chefe do Executivo britânico, Keir Starmer, vai presidir, nas próximas horas, a uma reunião de emergência "Cobra" dedicada aos efeitos da ofensiva contra o Irão na economia do Reino Unido. Segundo a imprensa britânica, este encontro contará com a ministra das Finanças, Rachel Reeves, e com o governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey.

Starmer esteve ao telefone, durante a noite, com o presidente norte-americano, Donald Trump. Uma conversa descrita como "construtiva". Os dois líderes abordaram a necessidade "essencial" de rearir o Estreito de Ormuz, de forma a repor o abastecimento global de petróleo.
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Lusa /

Preço do gás na Europa sobe 3% para 61 euros

O preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu esta segunda-feira cerca de 3%, sendo negociado acima dos 61 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.

Amit Dave - Reuters

De acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, na abertura do mercado holandês, o gás natural avançou 2,90%, para 61,06 euros por megawatt-hora (MWh).

As principais bolsas europeias preparam-se para abrir hoje em forte queda, com perdas próximas dos 2%, acompanhando a tendência negativa na Ásia e com a subida dos preços do crude devido ao aumento das tensões no Médio Oriente.

De acordo com os dados de mercado compilados pela EFE, os futuros da Bolsa de Frankfurt caiam 1,68%, e o índice Euro Stoxx 50, que acompanha o desempenho das 50 maiores empresas da zona euro, recuava 1,54%.

Enquanto isso, Londres regista uma queda de 1,16% e Paris, de 1,98%.

Os futuros de Wall Street também apontam para uma abertura negativa, com quedas na ordem de 1%.

Por sua vez, o petróleo Brent, referência europeia, após uma abertura praticamente estável, sobia 0,90%, para 113,77 dólares e o West Texas Intermediate, referência americana, avançava 1,6% para 99,80 dólares, antes da abertura oficial do mercado.

Noutros mercados, o ouro caia 6,39% para 4.200,57 dólares por onça, e a prata caia 8,77% para 61,92 dólares.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irão um ultimato de 48 horas no passado sábado para abrir "totalmente" o Estreito de Ormuz, caso contrário atacaria as suas centrais elétricas.

A Guarda Revolucionária iraniana negou hoje que Teerão atacasse centrais elétricas na região, mas avisou que, se os Estados Unidos atacarem as instalações da República Islâmica, o país "responderá na mesma moeda".

Caso Washington cumpra a sua ameaça, "o Irão responderá", declarou a Guarda Revolucionária.

Hoje, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que a situação é "muito grave" e ultrapassa as crises energéticas dos anos 1970, num contexto marcado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e pelos ataques a centrais elétricas no Médio Oriente.

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Província de Qom
RTP /

Forças norte-americanas reivindicam destruição de fábrica de drones do Irão

O Comando Central dos Estados Unidos anunciou ter atacado uma fábrica iraniana de produção de motores para drones e aeronaves da Guarda da Revolução Islâmica na província de Qom, centro-norte do Irão.

O complexo, alega o CentCom na rede social X, "fabricava motores de turbina a gás para drones de ataque e componentes de aeronaves utilizados pela Guarda da Revolução Islâmica do Irão".


O CentCom partilhou imagens da fábrica antes e após o ataque.
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Lusa /

Polícia de Londres investiga incêndio de ambulância como crime antissemita

A polícia de Londres está a investigar um alegado crime de ódio antissemita depois de veículos de um serviço de ambulâncias judaico terem sido hoje incendiados.

Isabel Infantes - Reuters

Os agentes foram chamados a Golders Green, um bairro londrino com uma grande comunidade judaica, após terem recebido relatos de um incêndio.

Quatro ambulâncias da Hatzola Northwest, uma organização voluntária que presta serviços de emergência médica, ficaram danificadas, segundo os bombeiros de Londres.

Vários cilindros nos veículos explodiram, danificando janelas num bloco de apartamentos adjacente, indicaram os bombeiros num comunicado, sublinhando que não há registo de feridos e que o fogo foi controlado. As autoridades indicaram que a causa do incêndio está a ser investigada.

"Sabemos que este incidente vai causar grande preocupação na comunidade e os agentes permanecem no local a realizar diligências urgentes", afirmou a superintendente Sarah Jackson. A responsável acrescentou que a polícia procura três suspeitos, mas ainda não foram efetuadas detenções.

A polícia explicou que os relatos de explosões estão relacionados com botijas de gás nas ambulâncias. Casas próximas foram evacuadas por precaução.

A organização Shomrim, que opera um sistema de vigilância comunitária na área, condenou o ataque. "Não foi apenas um ato criminoso de incêndio, mas um incidente direcionado e profundamente preocupante que afetou um serviço de emergência vital para a comunidade judaica local", escreveu numa publicação na rede X.

O número de incidentes antissemitas reportados em todo o Reino Unido disparou desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, no final de 2023, segundo a Community Security Trust, entidade que protege a comunidade judaica. O grupo registou 3.700 casos em 2025, contra 1.662 em 2022.

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Ponto de situação
RTP /

Preços dos combustíveis voltam a subir

  • Os preços dos combustíveis voltam esta segunda-feira a subir. O gasóleo fica mais caro 12 cêntimos por litro e a gasolina quase oito cêntimos. Estes valores já incluem o desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e elevam o preço médio do litro de gasóleo acima da fasquia dos dois euros, com a gasolina a atingir cerca de 1,95 euros. Os preços variam entre postos;


  • A Agência Internacional de Energia está em consultas com governos da Ásia e da Europa sobre a possibilidade de libertar, "se necessário", mais petróleo em stock, face ao arrastamento da guerra no Médio Oriente. "Se for necessário, claro, fá-lo-emos. Olhamos para as condições, vamos abnalisar, avaliar os mercados e discutir com os nossos países-membros", afirmou nas últimas horas o diretor executivo da AIE, Fatih Birol;


  • O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirma que "as ameaças e o terror" estão a fortalecer a união no seu país. Isto depois de do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado "obliterar" a infraestrutura energética do Irão, caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em 48 horas;


  • O regime iraniano reiterou entretanto que atacará centrais de energia e "infraestruturas económicas", desde logo centrais de dessalinização nos países do Golfo Pérsico, caso as suas centrais sejam atingidas pela máquina de guerra israelo-americana;


  • A mais recente declaração da Guarda Revolucionária do Irão foi reproduzida pela televisão pública do país: "O que fizemos foi anunciar a nossa decisão de que, se as centrais de energia forem atacadas, o Irão retaliará visando as centrais de energia do regime ocupante e as dos países da região que fornecem eletricidade às bases dos Estados Unidos, bem como as infraestruturas económicas, industriais e energéticas nas quais os americanos têm participações";


  • Questionado, na NBC News, sobre se Donald Trump pretende "escalar" ou "atenuar" a guerra, o secretário norte-americano do Tesouro, Scott Bessent, respondeu: "São ambas exclusivas. Por vezes temos de escalar para reduzir";


  • O Ministério da Saúde do Líbano adianta que há 118 crianças e 79 mulheres entre as vítimas do conflito que opõe Israel ao Hezbollah. O total de mortos neste país ascende a 1.024;


  • O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Grossi, manifestou a esperança de "restabelecer" o diálogo entre Irão e Estados Unidos sobr o programa nuclear do regime dos ayatollahs. "Tenho estado em importantes conversações aqui na Casa Branca e também com o Irão. Há alguns contactos e esperamos restabelecer essa linha", afirmou o responsável em declarações à norte-americana CBS News.


  • O papa declarou que a morte e o sofrimento causados pela guerra no Médio Oriente constituem "um escândalo para toda a família humana", renovando o apelo a um cessar-fogo. "Não podemos permanecer em silência em face do sofrimento de tantas pessoas, as vítimas indefesas destes conflitos. O que os magoa magoa toda a humanidade", enfatizou o sumo pontífice da Igreja Católica.
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RTP /

Preço dos combustíveis sobe em Portugal e baixa em Espanha

Os preços dos combustiveis voltam a disparar esta segunda-feira. São mais 12 cêntimos por litro no gasóleo e sete na gasolina.

Mas em Espanha acontece o contrário. Os combustiveis baixaram mais de 20 cêntimos por litro este domingo.
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Lusa /

Sinopec alerta condutores para maior subida do ano dos combustíveis na China

A estatal chinesa Sinopec alertou hoje os clientes para anteciparem o abastecimento e evitarem horas de maior afluência, perante a maior subida do ano nos combustíveis na China, que entra em vigor à meia-noite.

Stringer via REUTERS

Segundo estimativas de consultoras do setor, citadas por órgãos de comunicação locais, o aumento poderá situar-se em cerca de 2.200 yuan (cerca de 1.534 euros) por tonelada, o que se deverá traduzir em subidas entre 1,7 e 1,8 yuan (0,21 e 0,22 euros) por litro nas principais gasolinas e no gasóleo.

Para um depósito padrão de 50 litros, o agravamento representará um custo adicional superior a 80 yuan (10 euros) por abastecimento.

A subida, a quinta desde o início do ano, deverá consolidar a tendência de aumento dos preços no país, após quatro anteriores revisões em alta e um ajustamento sem alterações, de acordo com o mecanismo de revisão a cada dez dias úteis, indexado à evolução do crude nos mercados internacionais.

A Sinopec, uma das principais petrolíferas estatais chinesas, enviou mensagens de texto aos seus utilizadores a alertar para uma subida "relativamente elevada" e a recomendar o planeamento das deslocações e o abastecimento antecipado, para evitar concentrações nas estações de serviço.

O aviso, pouco habitual segundo comentários em redes sociais chinesas, reflete a sensibilidade das autoridades e das empresas do setor ao impacto dos preços da energia no consumo diário.

Os mercados asiáticos reagiam com quedas acentuadas ao agravamento da crise no Médio Oriente, com descidas até 3,36% em Hong Kong e perdas superiores a 2% nas bolsas da China continental.

Em paralelo, o preço do petróleo Brent, referência na Europa, mantinha-se em torno dos 110 dólares (95 euros) por barril, impulsionado pelos receios de interrupções no fornecimento a partir do golfo Pérsico.

O estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, constitui também uma rota estratégica para a China, já que aproximadamente 45% das suas importações de crude passam por essa via.

O Irão reiterou por várias vezes a possibilidade de bloquear a passagem caso prossigam ataques contra o país, enquanto os Estados Unidos advertiram para eventuais novas ações militares se Teerão mantiver a pressão sobre esta via estratégica.

 

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RTP /

Israel prolonga ofensiva e Trump volta a visar a NATO

Israel quebra as expectativas de uma resolução rápida e admite que a guerra no Médio Oriente vai prolongar-se por várias semanas.

Foto: Atef Safadi - EPA

Um cenário de desgaste que corre em paralelo com o endurecer do discurso face a Teerão.

Do outro lado do Atlântico, Donald Trump aproveita o fôlego do conflito para voltar a visar a NATO, acusando a Aliança de inércia, enquanto Mark Rutte tenta sacudir a pressão e minimizar o mal-estar diplomático.
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Leão XIV apela ao fim do conflito no Médio Oriente

O papa apelou ao fim da guerra no Médio Oriente. Leão XIV considera que o conflito constitui um "escândalo" para a humanidade.

Foto: Riccardo Antimiani - EPA

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Trump ameaça destruir fontes de energia do Irão se estreito de Ormuz não for reaberto

Donald trump deu um prazo ao Irão até segunda-feira à noite para abrir totalmente o estreito de Ormuz. Se isso não acontecer, ameaça destruir as maoires centrais elétricas iranianas.

São elas a central nuclear de Bushehr, a central de gás de Damavand, a maior produtora de energia do Irão, e a central de Shahid, um dos pontos mais críticos da infraestrutura iraniana.

Também o Irão promete retaliar e atingir as centrais de dessalinização de água na Arábia Saudita e nos Emirados.

Entre os alvos estão também os centro de dados do Dubai e do Catar, que fazem a gestão da logistica militar e do sistema bancário.

Finalmente, o Irão ameaça destruir a maior infraestrutura mundial de gás natural, o complexo de Ras Laffan, no Catar, que foi atacado recentemente.
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Míssil iraniano fez 88 feridos no sul de Israel

Um míssil iraniano causou 88 feridos e deixou um rasto de destruição em Arad, no sul de Israel. Foi o bombardeamento que mais vítimas fez no pais desde o início da guerra.

Foto: José Pinto Dias - RTP

Reportagem dos enviados especiais da RTP Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
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Guerra do Irão "está a atingir um patamar superior"

O enviado da RTP a Israel, Paulo Jerónimo, explica que a guerra no Irão "está a entrar num novo patamar".

Para além dos ataques iranianos a Israel, estará a ser planeada a entrada de tropas norte-americanas e israelitas no Irão.

Para além disso, Israel alertou que a partir desta segunda-feira poderá surgir um novo interveniente nesta guerra: os Houthis a partir do Iémen, que têm sido apoiados pelo regime iraniano.
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Iranianos não cedem à ofensiva dos EUA e de Israel

A entrar na quarta semana de guerra, o Irão não dá sinais de estar a ceder à ofensiva dos EUA e Israel.

O conflito regional que ameaça tornar-se numa séria crise mundial prossegue com ameaças de parte a parte.

Os países do Golfo, o Líbano, Israel e o Irão foram os alvos dos ataques nas últimas 24 horas.
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